Saber onde está é apenas uma parte. O drone precisa de perceber o que o rodeia, decidir um movimento possível e executá-lo através dos motores. A cada instante, compara o resultado com o objetivo e volta a corrigir.
ObservarCâmaras, IMU e distâncias
→Estimar e planearEstado, mapa e trajetória
→Controlar e medir de novoMotores → movimento → sensores
01 / PERCEÇÃOO que está à volta?
Câmaras e sensores de distância ajudam a encontrar paredes, objetos e passagens. O drone precisa de distinguir onde há espaço livre e onde ainda não sabe o que existe.
Exemplo: antes de atravessar uma porta, confirmar que cabem o corpo, as hélices e uma margem. Ver a porta numa imagem não basta para saber a distância.
02 / PLANEAMENTOPor onde consigo passar?
O drone escolhe um caminho e uma velocidade que consiga executar. Tem de considerar o próprio tamanho, a capacidade de virar e o espaço para travar.
Exemplo: contornar uma coluna. Se uma pessoa entrar no caminho, é preciso voltar a avaliar o movimento.
03 / CONTROLOTransformar objetivos em voo.
O controlador compara o movimento desejado com o movimento medido e ajusta os motores. Faz pequenas correções continuamente.
Exemplo: uma rajada empurra o drone e ele tenta recuperar a posição. Se o vento for demasiado forte, os motores podem não conseguir compensar.
04 / ATERRAGEMAproximar-se de uma superfície.
Para aterrar, o drone precisa de reconhecer uma zona adequada, medir a altura e controlar a descida. Perto do chão, o ar movimentado pelas hélices também altera o voo.
Exemplo: aproximar-se de uma plataforma com uma etiqueta visível. Se deixar de a reconhecer, a resposta deve depender da altura e do espaço disponível.
05 / CONTACTO FÍSICOTransportar ou manipular.
Uma carga ou uma garra altera o peso e o equilíbrio. Tocar numa superfície também introduz forças que não existem no voo livre.
Exemplo: pousar uma carga suspensa. A carga pode balançar, e o drone fica mais leve quando a larga.
06 / COOPERAÇÃOPartilhar o espaço.
Drones que partilham um espaço precisam de coordenar os percursos. Devem saber quando foi medida a posição dos outros e quanto erro ela pode ter.
Exemplo: quando dois drones chegam ao mesmo corredor, dar prioridade a um e fazer o outro esperar pode simplificar a passagem.
Há sempre atraso entre ver e reagir.
Tal como num carro, o drone continua a avançar enquanto percebe o obstáculo e começa a travar. Quanto maior a velocidade, mais espaço precisa. Num exemplo idealizado, a 3 m/s, com 0,2 segundos de reação e uma travagem de 2 m/s², precisa de cerca de 2,85 metros. Na realidade, é necessário acrescentar margem para vento, erro dos sensores e tamanho do drone.
QUALIDADE / CONFIANÇANão basta ter um número.
Verificar quanto erro pode existir, quando foi feita a medição e se os sensores concordam. Uma posição antiga pode estar errada agora, mesmo que fosse precisa quando foi medida.
DEGRADAÇÃO / RESPOSTA LOCALQuando a perceção falha.
Preparar uma resposta para cada situação: abrandar, desistir de uma aproximação ou aterrar numa zona adequada. Parar no ar ou regressar à origem também exige saber a posição com confiança.
VALIDAÇÃO / DO VIRTUAL AO FÍSICOTestar por etapas.
Começar em simulação, verificar os registos e testar os sensores antes do voo. Depois, experimentar numa área controlada e medir erros e atrasos. Esta página ajuda a compreender, mas não valida um drone real.